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Quinta-feira, 31 de Maio de 2012

Novos sabores musicais

Nos últimos dias, parecem ter havido novidades musicais interessantes. Em primeiro lugar, para mim, está o lançamento de mais um single de Florence + The Machine; desta vez, a música é a "Spectrum", uma das minhas favoritas do álbum. O videoclip está espectacular, também, diga-se de passagem.


Depois, temos o 3º single do mais recente álbum dos Scissor Sisters. Muito sinceramente, este é finalmente qualquer coisa que vale realmente a pena, pois os dois primeiros singles deixaram bastante a desejar.


Finalmente, Kylie Minogue lançou também uma nova música, "Timebomb", no contexto da celebração dos seus 25 anos de carreira.




Update: Acabou de ser lançado um novo videoclip de Marina and the Diamonds, para a música "Power & Control". Muito bom, também!

Enquanto...



Enquanto o sorriso das estrelas estiver no céu,


Enquanto os raios do Sol me aquecerem corpo e alma.


Enquanto as ondas dançarem no mar,


Enquanto o eterno quiser para sempre durar.


Enquanto David conseguir derrotar Golias,


Enquanto depois do amargo Inverno vier sempre a doce Primavera.


Enquanto tudo isto à nossa volta girar,


Encontrarás sempre em mim uma metade que anseia por ti.


Porque se mesmo as mais belas rosas têm violentos espinhos,


Contigo eu não conjecturo, nunca, a possibilidade de me magoar.






M.B.

Segunda-feira, 28 de Maio de 2012

Desabafo da loucura



Tu és terrível, terrivelmente bom, mas terrível.

Estou completamente agrilhoado pelas tuas correntes. Não consigo conceber um mundo, uma vida, um dia, sem que tu faças parte. Deitado contigo, os meus membros perdem qualquer força para se afastarem de ti. Fome e sede não são nada, comparados à necessidade que os meus olhos têm de olhar para ti, comparados à necessidade que as minhas mãos têm de te tocar.

Transformaste-me. O Miguel que não acreditava no amor, o Miguel que não acreditava na sorte, o Miguel que em nada acreditava, agora, acredita que tudo é possível. Não sei como o fizeste... Ou melhor, até sei. Sorriste. Cada vez que sorris, desfaz-se o mundo debaixo dos meus pés e eu caio por ele a dentro, feliz e apaixonado. O Miguel que nunca acreditou que a perfeição existisse, contempla-a agora.

Explica-me o porquê de este amor que, quanto mais dividido, mais multiplicado se torna? Não faz sentido. Nada faz. E, porém, faz. Paradoxo este em que me transformaste, seu cruel demónio. Seu cruel, belo, perfeito demónio. És o meu demónio, e quero ao mesmo tempo partilhar-te com o mundo, gritar que te amo, mas também guardar-te só para mim, e dizer-to em sussurro aos teus ouvidos, apenas entre nós.

Esforço-me por aqui tentar materializar, em palavras, um universo que explode dentro de mim. Um universo, cujo centro, és tu...


*

Amo-te tanto, Roger. Tanto.

Quinta-feira, 24 de Maio de 2012

Chama Dantesca




Apetece-me escrever, mas não sei o quê. Apetece-me pintar, mas não sei o quê. Apetece-me cantar, mas não sei o quê. A única coisa que, sabendo que não sei mas que o sei, é que sei o porquê.

Tu só podes ter saído de um dos anéis do Inferno Dantesco. Eu bebo das tuas águas, e nunca me sinto refrescado. Eu toco-te, mas nunca te sinto o suficiente. Eu saboreio-te, mas nunca fico realmente saciado. Tu só podes ter saído das páginas de um livro, de um conto de fadas, ou de um sonho. Sim, de um sonho. Ou tu saíste de um para me inebriar mesmo quando eu estou acordado, ou eu estou mesmo a dormir e a viver o melhor sonho da minha vida - se assim for, ai de quem me acordar. Não quero nunca acordar. Quero perder-me entre as paredes de um universo que não tem realmente limites, vasculhar entre o infindável arraial de sentimentos que se congregam na finitude de quatro simples, poderosas, ternas letras: amor.

Tu não podes ser deste universo, porque pões em causa todas as suas leis. Como explicar que, sem ti, o tempo se esforça em arrastar-se demoradamente; mas, quando estou contigo, parece que antes mesmo de te dar o primeiro beijo, já chegou a altura de te ter que dar o último? Como explicar que, contigo, o calor fica frio, ou que o frio fica quente? Como explicar que, contigo, a gravidade deixa de exercer sobre mim qualquer influência, deixando-me voar? Como explicar que, contigo, fecho os olhos mas mesmo assim continuo a ver-te como se estivessem completamente abertos?

Eu, mero mortal, fico atónito com estas coisas. Não fui feito para compreender a divindade que tu, e apenas tu, possuis.

<3

Terça-feira, 22 de Maio de 2012

O braço de ferro entre Razão e Paixão



Eterno duelo, aquele que se dá entre as forças da Razão e da Paixão. E eu, que toda a vida cultivei a primeira destas, descubro agora que quando a segunda resolve aparecer, trás consigo força bruta e apocalíptica. Deita todas as nossas defesas a baixo. Expõe-nos. Mas liberta-nos.

Oh, como é bom sentir-me tão frágil e, ao mesmo tempo, tão protegido por saber que tenho um abraço especial onde me posso refugiar. Um abraço que nos refresca quando temos calor, um abraço que nos aquece quando o mal é frio. Um abraço que transforma qualquer farpa na mais perfeita das perfeições. E os lábios? Desses, nem falar; só um louco pensaria que as palavras alguma vez teriam a força para reflectir tamanho sentimento.

Mas o cérebro, entidade cruel que tenta tiranizar o coração, faz-nos pensar. Pensar que talvez estejamos a viver o fogo tão rápido que ele depressa fique sem oxigénio para se sustentar. Surge a dúvida, a ponderação sobre a hipótese de nos ferirmos um ao outro. Mas também surge o conforto e a esperança. O conforto vindo de algo, cá dentro, me dizer que ele não é apenas a metade que me completa, mas é o meu todo. É provável que isto seja a minha massa cinzenta a dar ouvidos ao ditado popular, quando a esmola é muita, o pobre desconfia, porque é, efectivamente, felicidade imensa. E eu, um patinho feio perdido neste mundo, não fiz nada para merecer alguém como o cavaleiro que encontrei.

Dá-me para escrever isto, quando preciso de ver passar os minutos que conto para poder voltar a ter os meus lábios junto dos teus, os meus braços a apertarem-te junto de mim, a tua barba a passar pela minha cara. Sinto que estou contigo, leio-te nestas palavras. A minha mente viaja e sente o teu cheiro, o teu toque, o teu sabor.

És demasiado bom =)

Domingo, 20 de Maio de 2012

Em busca da metade que nos falta



Há quem diga que nenhum vício é saudável. A eles, tenho que dizer que não. Se por vício entendermos uma necessidade física e psicológica de saciar um desejo que está cravado bem no fundo da alma, então vítima deste mal eu sou, e sem qualquer arrependimento, me confesso.

O nosso corpo, o nosso cérebro, os nossos olhos, a nossa boca, os nossos dedos, todos sofrem dores extenuantes porque não se sentem completos. Só o podem fazer, juntando-se ao dele, sentindo com o dele, olhando para ele, beijando-o, tocando-o. No Symposium, de Platão, este escreve que, originalmente, os humanos tinham quatro pernas, quatro braços, quatro olhos, duas cabeças; tudo era em duplicado! Mas, a sapiência divina dos deuses do Olimpo decidiu rasgar-nos ao meio, deixando-nos perdidos, atordoados, desorientados, permanentemente em busca da metade que nos carece. Só assim nos é possível sentirmos completos.

Não sou escultor das palavras, nem tão pouco músico das cantigas do coração. Sou mero leigo, mero ser atrofiado que carece da sua metade; carência de que só agora me apercebi, depois de vislumbrar uma peça do puzzle que tem tudo para encaixar na perfeição. Se irei ficar ou não completo, cabe ao tempo a tarefa de descortinar tal certeza. Ele é que é o verdadeiro dono dos campos do sentimento, é responsável não só por lançar as primeiras sementes, como garantir de que delas apenas venham a brotar os mais belos fins.

Mas, tenho um feeling, de que o tempo servirá apenas de pleonasmo, para reafirmar a constatação daquilo que o meu coração já parece admitir como óbvio.


Sentimento jovem, inconsciente, sentido, nú. Sede insaciável, desespero profundo. Realização completa, felicidade do eterno momento. Assim são as coisas do amor.

Sexta-feira, 18 de Maio de 2012

This woman's world

Hoje lembrei-me de partilhar esta música. É a minha favorita de Kate Bush, uma verdadeira obra de arte que reúne em si tristeza e esperança, sentimento e desapego, vida e morte. É impossível não se gostar, nem que seja um pouco, desta peça.

Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

Porque, infelizmente, a homofobia ainda é muita



Hoje, 17 de Maio, assinala-se o Dia Internacional da Luta contra a Homofobia. Ainda há muito por fazer no sentido da progressão das mentalidades que estão acorrentadas a preconceitos do passado, e por isso é tão importante não baixar os braços.

Quarta-feira, 16 de Maio de 2012

Entre raios e salpicos



Depois de um tempo demasiadamente longo sem pôr os pés na praia, hoje foi o dia. Não sou particular conhecedor das praias de Lisboa, mas até hoje estou para descobrir uma que se equipare às do meu Algarve! Independentemente disso, foi óptimo. O Sol estava bem quente e sem nuvens, o mar oferecia um contraste refrescante para quando a "carne começava a assar", e o dia deu não só para relaxar, mas para pensar.

Pensar é coisa que tenho feito pouco, nos últimos dias. Ando mais preocupado com as coisas do sentir, do que com as do raciocínio. E tem sido óptimo, para variar. Uma das minhas colegas de casa até já apontou para o facto de eu andar super sorridente e bem disposto, e bem mais motivado para as minhas corridas. Talvez. Muito sinceramente, só espero que este feeling de leveza não me deixe tão cedo, pois nunca tinha provado do seu sabor, e é qualquer coisa de muito óptimo. E isto é apenas de uns aromas que andam no ar, quem sabe como será se mais outros sentidos forem também apurados!

Sei que é confuso, este post. Normalmente o são todas as coisas que se debruçam sobre a complexidade do coração, e, como tal, é na carência da sua compreensão que reside aquilo que será, talvez, o seu aspecto mais deslumbrante.

Vou continuar assim, a pintar com as cores do vento, e deixar-me de tentativas ingénuas de descrever aquilo que é indescritível!

(Muito provavelmente, o meu mal é Sol a mais! :p)

Terça-feira, 15 de Maio de 2012

O ciclo sem fim



Nos tempos recentes, tenho andado numa espécie de fase nostálgica, em que revivo a grande felicidade da minha infância que foi a Disney. Tenho ouvido as músicas cujas letras já estão bem gravadas cá dentro, visto os filmes (agora em Blue-Ray!) que, na maioria, me lembro de segundo a segundo, e até mesmo visto alguns que nunca tinha chegado a ver (foram muito poucos, felizmente!).

É fascinante, esta nostalgia da infância. Mas mais fascinante é descobrir o quão, em muitos aspectos, eu até nem cresci, mantendo aquela ingénua, inocente e traquina semente desses tempos. Acho que é das coisas mais importantes para o nosso bem estar psicológico, nunca deixar o nosso rosto pueril adquirir os supostos sinais de maturidade. É bom ter os pés bem assentes na vida, mas não é bom, de quando em vez, saltar pela janela fora e ir até à Terra do Nunca?

Talvez para contrabalançar todo este fluxo que tenho andado a absorver de finais "cor de rosa" e "felizes para sempre", vou começar a ler o Ojos de Perro Azul, de Gabriel García Márquez. A peça de teatro que recentemente fui ver tinha por base esta obra, e gostei tanto do espectáculo que não pude deixar de ler a sua fonte de inspiração. Penso que, para não ficar soturnamente imerso nesta pesada leitura, a irei acompanhar com banda sonora da Disney, e talvez saia um contraste mais convidativo! Aproveito para aqui partilhar aquelas que são, sem dúvida, as músicas com as letras que ainda hoje mais me marcam, e que farão sempre parte importante de mim:



Sexta-feira, 11 de Maio de 2012

Zhush Skataploosh, ou "o delicioso sabor da vida"


Sim, o título deste post é altamente random. Com os magníficos dias de Verão que têm estado, parece que o meu ego resolveu espevitar, e ando particularmente feliz - quem me conhece, sabe que eu também não sou nada dado à tristeza, mas agora é diferente.

Felicidade é sempre coisa difícil de se falar, e tentar defini-la é, sem dúvida, restringi-la a um limite. É um sentimento, e como tal temos apenas que o saber viver, e não deixar que nossa obsessiva compulsividade humana em racionalizar tudo o que nos rodeia se torne um impedimento. Às vezes, também é preciso que haja um pequeno click, para nos apercebermos da nossa própria felicidade. Apesar de eu ter noção que sou feliz, este click deu-se recentemente, e com uma coisa tão simples e inesperada; uma mera mensagem a dizer "Sorri", num pin de pedra, algures perto do Jardim do Campo Grande, em Lisboa. Estava num dos meus passeios, quando aquela palavrinha tão simples, e no entanto, tão forte, resolveu vir ao meu encontro. E com isto me tenho feito uma espécie de cavaleiro, cuja simplicidade desta mensagem é o lema do meu estandarte. A vida é uma música magnífica, e quanto mais depressa soubermos ajustar os nossos movimentos ao seu ritmo, melhor a saberemos aproveitar.

E hoje espera-me uma ida ao teatro. A expectativa e a ansiedade são altas, por razões várias. Apenas sei que vou querer saborear bem esta noite, e não esquecer, claro, que o importante é sorrir ;-) Nas palavras de David Bowie, na sua música 'Let's Dance':

"Let's dance, 

Put on your red shoes and dance the blues."


Terça-feira, 8 de Maio de 2012

'Recap' de um remoinho experimental

Finalmente, já três dias depois, sinto-me cônscio o suficiente para escrever algo sobre este magnífico final de semana. Como havia dito no meu último post, celebrei o meu 21º aniversário neste dia 6 de Maio; bom, na verdade, comecei a "pré-celebrar" logo no Sábado, com um jantar na companhia de um grupo de amigos excelente, tendo oficializado os festejos a partir da meia noite. O espaço foi óptimo, um restaurante árabe ("Mundo do Oriente") que abriu no início de Abril deste ano, situado bem perto da Avenida de Roma, e onde, para além da comida deliciosa, fomos super bem tratados - fica portanto aqui a recomendação, aos interessados! Depois disto, foi a passagem pelo Bairro Alto, sítio que nunca me cansa e onde se fazem sempre novos amigos, seguido por uma ida à emblemática discoteca gay de Lisboa, Trumps - local que eu e o meu grupo de amigos e amigas mais próximos frequentamos regularmente, até. Finalmente, como ainda havia energia depois do fecho da discoteca pelas 07h20, resolvemos ir até ao Terreiro do Paço descansar os olhos sobre o nosso Tejo pela manhã, aproveitando também para comer uma espécie de pequeno-almoço.

Foi uma noite óptima, super bem acompanhado, e que me ficará na memória por muito tempo!

Prosseguindo, e como já há uns dias que não fazia um updatezito ao blog, nem tudo nestes dias foi positivo. É que fui introduzido a um duo de "artistas" (este não é, de todo, o termo mais apropriado) que conseguiu destronar a famosa Rebecca Black como a pior contribuição para a música. Para aqueles que ainda não conhecem, e que precisam especialmente de sorrir, aqui fica (peço desde já desculpa pelos danos causados!):


Finalmente, ontem foi mais uma edição do famoso 'MET Ball', também conhecido como "Os Óscares da Costa Leste". Numa celebração do mais excêntrico que se produz na indústria da moda, deu para ver de tudo, e aqui partilho alguns dos que gostei particularmente:

Ashley Greene em DKNY

Jaime King em Topshop

Kirsten Dunst

Renee Zelleweger em Emilio Pucci

Tom Brady e Gisele Bundchen